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Arquivos para a Categoria ‘Pyongyang’

[Rita Colaço/Coreia do Norte/2006]

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Para quem ainda não sabia, a Coreia do Norte tem um calendário próprio, ao ritmo do aniversário do Grande Líder.

Se Kim Il-sung fosse vivo (não sendo é como se fosse) faria hoje 101 anos, mas o calendário marca Juche 102. Kim Il-sung nasceu em 1912 e a partir daí começou o ano 1: Juche 1(Juche é um conceito criado por Kim Il-sung e que significa algo como “a Coreia por ela própria”).

Por isso, o ano de 2013  é para os norte-coreanos o ano de 102.

O dia é especial para (quase) todos os norte-coreaanos, mesmo para aqueles que fugiram do país. Quase todos os dissidentes que tenho entrevistado ao longo dos anos me dizem que Kim Il-sung é visto por todos como um herói. Como o homem que libertou a Coreia do Norte dos japoneses. Como o homem que trouxe prosperidade (até finais da década de 80) para o país. Já Kim Jong-il não reunia a mesma unanimidade e “adoração”.

Daí que o dia 15 de Abril seja, de facto, um dia especial para os norte-coreanos e, neste ano, para o mundo que espera em suspenso por um gesto perigoso de Kim Jong-un.

E porque hoje é dia 15 de Abril, ofereço-vos o remake sonoro da minha viagem à Coreia do Norte em 2006. Um retrato que apenas mostra a versão norte-coreana. Esta é a história tal como me foi contada.


(também podem ouvir aqui, mais ou menos ao minuto 29)

Ainda vos deixo a notícia publicada hoje pela KCNA e que, quanto a mim, traz um tom menos ameaçador e mais reconciliador.

 Pyongyang, April 15 (KCNA) — The dear respected

Kim Jong Un received a letter from the Central Committee of the Anti-Imperialist National Democratic Front (AINDF) on Monday, the birth anniversary of President Kim Il Sung.
The letter said: Thanks to the April 15 when the sun of Juche rose, the Korean nation could put an end to its history of distress interwoven with flunkeyism and national ruin, greet a new bright morning and take the road of eternal happiness and prosperity of the nation with spring sunshine given off from Mangyongdae.
The life of Kim Il Sung was an epic-like one of an invincible hero who clarified the truth that arms are a lifeline of the nation and guarantees the victory of revolution, restored the country by leading to victory the hard-fought battles against the Japanese and the U.S. imperialists under the banner of Songun and honorably defended the sovereignty of the nation.
He brightly indicated the path for national reunification by setting forth just and rational proposals and ways for reunification including the three principles of national reunification, the ten-point programme of the great unity of the whole nation and the proposal for founding the Democratic Federal Republic of Koryo.
The cause of the Songun revolution based on Juche is being successfully carried forward by you Marshal Kim Jong Un, who are identical to Kim Il Sung and leader Kim Jong Il.
In the letter AINDF vowed to glorify the idea of national reunification and leadership feats of Kim Il Sung and Kim Jong Il and vigorously advance for independent reunification, more deeply cherishing in mind the firm belief that Kim Il Sung and Kim Jong Il are always with the Korean people.
It also pledged to join the all-people resistance to frustrate the frantic moves of the hostile forces for a nuclear war and make positive contribution to bringing about a fresh turn in the efforts for national reunification in this significant year which marks the 65th anniversary of the DPRK and the 60th anniversary of the victory of the Korean people in the Fatherland Liberation War in response to the special statement of the government, political parties and organizations of the DPRK.
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Esta noite, quase meio a dormir, ocorreu-me que Kim Jong-un – rapaz tido como calmo e com algum mundo – poderá ver a guerra como o único meio para libertar um país oprimido há mais de 60 anos.

Tenho para mim que toda e qualquer guerra é estúpida.

Porém, será que se pode perdoar o mal que uma guerra faz pela (aparente) liberdade que ela possa trazer?

Gostava mesmo muito de ler os vossos comentários.

Aqui ou lá na página do Facebook.

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O actual embaixador do Brasil na Coreia do Norte, Roberto Colin, deu uma entrevista por email à Agência Brasil e com ela, uma vez mais, se sublinha o  clima de normalidade que se vive num dos países mais falados dos últimos dias. A entrevista é publicada aqui na íntegra, com os devidos créditos.

Agência Brasil (ABr) – O clima de tensão é presente no dia a dia do povo coreano?
Roberto Colin – O clima em Pyongyang [capital da Coreia do Norte] é de normalidade e nada se percebe de incomum na cidade. Tanto a imprensa escrita quanto a televisão têm dedicado espaço crescente à “construção econômica” .

ABr – O que vem a ser essa chamada “construção econômica”?
Colin – Há mais de uma semana, o jornal do Partido Comunista [norte-coreano], o Rodong Sinmum, dedica a primeira página exclusivamente às importantes decisões tomadas pela sessão plenária do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, no dia 31 de março, e da reunião da Suprema Assembleia Popular de 1º de abril quando, entre outras decisões, foi escolhido um novo primeiro-ministro, tido como reformista.

ABr – O senhor observou mudanças no comportamento das pessoas nas ruas e dos raros estrangeiros que vivem no país?
Colin – Nada parece ter mudado no comportamento da população local, nem dos poucos estrangeiros que aqui vivem. Naturalmente, a situação na Península Coreana é o principal tema de conversas nos encontros da comunidade.

ABr – Particularmente, como o senhor e sua família estão se preparando para uma eventual guerra envolvendo a Coreia do Norte?
Colin – Estamos em contato constante com nossos amigos no Corpo Diplomático, mas nada mudou em nossa rotina. Meu filho continua indo normalmente à escola coreana para estrangeiros que frequenta. Temos um abrigo subterrâneo na Embaixada do Brasil  e que esperamos não ter de usar. Também temos gerador próprio.

ABr – Autoridades norte-coreanas voltaram a procurar o senhor, depois do comunicado da última semana? O que disseram?
Colin – No domingo, dia 7, as Forças Armadas deram um briefing sobre a situação na Península Coreana, em que voltaram  a responsabilizar a “política hostil” dos Estados Unidos em relação à Coreia do Norte pela crise atual.

ABr – O senhor se comunica com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ou com  interlocutores dele com frequência, após o alerta do governo norte-coreano?
Colin - Estou em contato permanente com a chefia do Itamaraty desde o agravamento da situação. Para nós, são reconfortantes as  manifestações de solidariedade dos colegas do Itamaraty, a começar pela chefia, como também dos amigos e parentes. Meu funcionário, minha mulher e meu filho mostraram que são pessoas fortes e equilibradas, preparadas para os desafios próprios de nossa profissão.

ABr – Como o senhor faz para driblar a tensão pessoal, do seu funcionário e da sua família?
Colin – Eu vivi momentos de tensão e risco em Moscou, em 1993, com meu único funcionário, o oficial de chancelaria Antônio José dos Santos, também no Congo. Em ambos os casos, o perigo era visível. Aqui a situação é diferente, de incerteza, porque é difícil avaliar o risco que realmente existe. Na embaixada, procuramos seguir a rotina, com a demanda adicional de trabalho que a situação impõe.

ABr – Em caso de uma crise, será possível adotar um plano de evacuação para os brasileiros que estão na Coreia do Norte?
Colin – Os únicos cidadãos brasileiros que vivem na Coreia do Norte hoje são a mulher do embaixador da Palestina e sua filha caçula. Na embaixada, somos minha família [mulher e filho] e um funcionário administrativo. Não existe um plano de evacuação definido, mas em situação de emergência, a embaixada seria evacuada para Dandong, China, na fronteira com a Coreia do Norte, que está a quatro horas daqui por via terrestre.

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Qual é a dimensão da verdade quando a realidade está a 10 mil quilómetros ou apenas a alguns centímetros dos olhos?

Provavelmente, jamais saberemos. Porém, dois turistas acabadinhos de chegar da Coreia do Norte contam aqui as suas impressões.

Um deles, Patrick Thornquist, faz o resumo perfeito da dificuldade que é distinguir aquilo que se vê daquilo que se VÊ.

You try to grasp what is real and what is not. You’re trying to find that balance between what your media tells you and what they’re telling you because they’re very far off.

E mesmo VENDO/OUVINDO nunca teremos a certeza de como as coisas realmente são.

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Anda para aqui meio mundo a dizer que Kim Jong-un  não manda, que quem manda são os tios e que ele é um imberbe e não-sei-o-quê.

Pois bem, para que não restem dúvidas: o rapaz percebe de geografia, fuma e mete altas patentes militares a tirarem notas das suas sábias instruções sobre como atacar os Estados Unidos.

Kim Jong-un é um estratega nato.

Ah, e ainda manda sair todos os estrangeiros da Coreia do Sul e dá cabo de uma das poucas fontes de financiamento e emprego dos norte-coreanos: o complexo industrial de Kaesong.

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Lembram-se de Arnaldo Carrilho?

Ele foi o primeiro embaixador do Brasil na Coreia do Norte e deu ontem uma entrevista ao canal online Café na Política.

É um ex-insider que passou três anos na Coreia do Norte e que pode dar uma fotografia mais fiel do país mais isolado do mundo.

Arnaldo Carrilho considera que o Brasil pode ser um importante desbloqueador da tensão que se vive nesta geografia asiática, no contexto do bloco alternativo às grandes potências formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS).

É uma entrevista muito interessante. Vale mesmo a pena ver.

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…que têm sido (aparentemente) muito agitados.

Por vezes, não sei se são, de facto, as coisas a agudizarem-se ou se os media estão sem assunto e apontam, de novo, a agulha para a península coreana.

As ameaças que vêm da Coreia do Norte têm apenas uma diferença, um novo protagonista: Kim Jong-un. Mas é apenas a minha opinião. Outros – a maioria – terão outra.

De qualquer forma, deixo-vos algumas das ideias que têm sido publicadas a propósito da mais recente escalada de violência verbal.

Why North Korea Keeps On Raising Peninsula Tensions?

U.S. Defense officials: North Korean threats are ‘bellicose rhetoric’

Reporter In Seoul Reveals South Korea’s Real Attitude Towards North Korea

A versão norte-coreana pelo catalão Alejandro Cao de Benos

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O “Querido Líder” morreu há um ano, mas a sua generosidade permanece eterna, dirão os apaixonados pelo regime.

Por estes dias, o ex-governador do Novo México (EUA), Bill Richardson, e Eric Schmidt, da Google, visitaram a Coreia do Norte e ficaram espantados quando um estudante da Universidade Kim Il-sung, em Pyongyang, lhes mostrou como conseguia aceder ao motor de busca da Google e pesquisar por “cidade de Nova Iorque”, ou entrar na Wikipédia, ou entrar na página da Cornell University, uma universidade norte-americana.

O mesmo computador, a partir do qual esse estudante entrava no fantástico mundo do world wide web, tinha uma etiqueta indicando tratar-se de um presente do já falecido líder Kim Jong-il.

Ao ler esta notícia – curioso! – lembrei-me de como visitei, tantas vezes, tantos lugares na Coreia do Norte onde era suposto não estar ninguém ou então estar e ficar surpreendido: “que surpresa!”. Mas sempre – SEMPRE – havia um discurso preparado, o melhor fato do roupeiro vestido, a limpeza acabada de fazer…

Na Coreia do Norte aprendi que nunca nada é suposto ser. Ou melhor, é porque sim.

[Não sei se já vos pedi ;)), mas votem aqui no blogue "Coreia do Norte", categoria "Actualidade Política  - Internacional]

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Este título tanto pode ser uma afirmação como uma interrogação.

Quem estuda o enigmático lado Norte da península coreana, diz que há uma nova forma de governar a Coreia do Norte. Um Kim mais dinâmico, com vontade de reformar o país.

Muito pouco se sabe sobre a vida de Kim Jong Un – até Alejandro Cao de Benos o reconhecia em 2010 *- mas o novo líder norte-coreano terá estudado na Suíça e, portanto, terá a noção de que o isolamento só leva o país à pobreza.

Kenji Fujimoto, nome fictício, trabalhou 13 anos como chef para Kim Jong Il, desde o final dos anos 80, e, pela primeira vez em 11 anos, regressou à Coreia do norte, a convite de Kim Jong Un.

De regresso ao Japão, Kenji disse aos jornalistas que o novo Kim quer reformar a Coreia do Norte ao estilo chinês. Terá dito Kim: “quando vou ao Japão ou à Europa vejo que há um grande fluxo de produtos e comida, mas quando chego aqui ao Norte não há nada. Será preciso estudarmos as políticas chinesas?”

A verdade é que Kim Jong Un aparece com mais frequência ao povo do que aparecia o pai, quase sempre acompanhado pela mulher, a sorrir e a dar mais abraços e beijos, e até Mickey e Winnie the Pooh, desenhos animados dos Estados Unidos, já foram aplaudidos pelo “Grande Sucessor”.

O futuro da Coreia do Norte a este Kim pertence. Ou não.

* – Alejandro Cao de Benos é o presidente e fundador da KFA (Korean Friendship Association). Ele garante  que é o único estrangeiro a representar a Coreia do Norte fora de portas.

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 [Fonte: Jung Yeon-Je/AFP/Getty Images]

Este homem é Park Sang-hak (um dissidente norte-coreano) e terá sido alvo de uma tentativa de envenenamento por parte de outro dissidente norte-coreano, do qual apenas se conhece o sobrenome: Ahn.  

Park Sang-hak é líder de um grupo activista anti-Pyongyang – Fighters for Free North Korea – com sede na Coreia do Sul e suspeita-se que Ahn seja mais um espião norte-coreano, a vestir a pele de dissidente.

De acordo com os serviços secretos sul-coreanos, Ahn estaria a preparar-se para matar Park Sang-hak com uma agulha  envenenada. Park revelou ter sido contactado há pouco tempo por Ahn, que queria marcar um encontro, e que o alegado espião norte-coreano terá pertencido às forças especiais norte-coreanas.

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[Foto: Matt Douma/LOS ANGELES TIMES]

Mais um relato da vida luxuosa de Kim Jong-il por um antigo guarda-costas.

Lee Young-guk trabalhou 10 anos para o líder norte-coreano. Até 1988. Ao longo do tempo, sempre sem sair de Pyongyang e do círculo fechadíssimo de Kim Jong-il, Lee também tinha direito a alimentos importados como tangerinas, bananas, abacaxis, carne de urso e de tartaruga. E achava que todos viviam assim na Coreia do Norte.

Um dia, o primo conseguiu um trabalho como motorista da família Kim e Lee decidiu abandonar o seu posto de guarda-costas, já que as regras dizem que não pode haver mais do que um membro da mesma família a trabalhar para Kim Jong-il.

Lee apanhou um comboio para a terra-berço – que ficava junto da fronteira com a China – e testemunhou um país miserável. Vista da janela do comboio, aquela não era a mesma Coreia do Norte que Lee via da janela do palácio de Kim Jong-il.

Desertou para a Coreia do Sul em 2000.

“The whole country was miserable. On the train there was vinyl instead of glass on the window, even though it was in the middle of winter,” he wrote in his 2002 memoir, “I Was a Bodyguard for Kim Jong Il.”

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Brasil e Coreia do Norte celebram 10 anos de laços diplomáticos

One Man Captured Secret Video in North Korea and Lived to Blog About It

Pyongyang disposta a discutir enriquecimento do seu urânio

Repórteres Sem Fronteiras voltam a alertar contra censura na Web

Pyongyang aceita repatriar 27 cidadãos que chegaram ao Sul

Coreia do Norte vai apresentar avião que desaparece no ar

A Coreia do Norte enfrenta este ano uma acrescida penúria alimentar

Coreia do Norte pede ajuda alimentar a países da África

North Korea uses families to blackmail defectors

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              [Foto: KCNA - Monte Paektu, lugar onde alegadamente nasceu Kim Jong Il]

Kim Jong Il faz hoje anos. Esse parece ser um facto.

A dúvida está no ano de nascimento. De acordo com os norte-coreanos, o líder faz hoje apenas 69 anos, mas há documentos russos e norte-americanos que dizem que Kim Jong Il nasceu em 1941 e que, portanto, completa hoje 70 anos.

A data terá sido forjada pelo Grande Líder, Kim Il Sung, até porque assim ficariam – pai e filho – com uma redonda diferença de idades de 30 anos. Significa que, pelos cálculos norte-coreanos, 2012 servirá para marcar o centenário do presidente eterno, Kim Il Sung, e o septuagenário do actual líder Kim Jong Il. Uma coincidência que dará, certamente, origem a vastas celebrações no próximo ano.

E some-se a sucessão que está na calha e tudo calha bem em 2012. Não havendo certezas de quando nasceu Kim Jong Un (o próximo na cadeira do poder), suspeita-se que o rapaz terá 28 anos. Ora, se ele fizer 29 ainda este ano, fará 30 no próximo que é, precisamente, 2012!

Mas voltando ao aniversário de Kim Jong Il, entre outras prendas, o líder norte-coreano recebeu mais uma dissidência no sapato. Um norte-coreano atravessou a fronteira do paralelo 38 rumo à Coreia do Sul, virando as costas às celebrações do aniversário de Kim Jong Il.

Enquanto isso, a poucas horas das celebrações, Kim Jong Chul, o segundo filho de Kim Jong Il, terá sido visto em Singapura a assistir a um concerto de Eric Clapton. Se calhar estava a convencer o músico britânico a dar um espectáculo em Pyongyang. É que, não vai há muito tempo, a Coreia do Norte convidou Eric Clapton a dar música ao líder, mas até agora…nada.

A Coreia do Sul também quis associar-se às festividades do líder vizinho e, como já vem sendo hábito, enviou balões para o Norte da península com mensagens anti-Pyongyang.

Escreve o  The Guardian que as celebrações deste ano não tiveram grande aparato e que o governo norte-coreano não conseguiu cumprir a tradição de distribuir rações alimentares mais generosas por toda a população, sempre que se assinala o aniversário de Kim Jong Il ou do presidente eterno já morto, Kim Il Sung.

Parece até que as embaixadas da Coreia do Norte, espalhadas pelo mundo, receberam ordens para lançarem apelos de ajuda alimentar aos governos estrangeiros.

Porém, basta ler a KCNA (a agência de notícias norte-coreana) para se perceber cada vez menos o que se passa neste país. Quando é que nos preocupamos a sério?

People from all walks of life and school youth and children significantly celebrated the birthday of leader Kim Jong Il.
An endless stream of officials, working people and school youth and children visited the venue of the 15th Kimjongilia Festival in Pyongyang and the Kimjongilia exhibition halls in provinces.
Performances were given at theaters and halls in Pyongyang, Kanggye, Hamhung, Chongjin and Wonsan cities, Taehongdan, Phyongwon and Kangryong counties and other areas before capacity audience.
Workers of the Kim Chaek Iron and Steel Complex significantly spent the holiday enjoying art performance, while producing much more iron and steel.
Sports and amusement games including volleyball, Korean chess and Yut-games were held in units including the February 8 Vinalon Complex, the Musan Mining Complex, the Namhung Youth Chemical Complex, the Anju Area Coal Complex, the Sinuiju Cosmetics Factory and the Hyesan Youth Mine.

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A CNNTravel falou com Stefan Zwanzger, um alemão que gosta de visitar parques temáticos em todo o mundo e que, há poucos meses, visitou um parque de diversões próximo da capital norte-coreana.

Sthefan diz que, durante o dia, as pessoas parecem robôs a andar na rua, mas nos parques de diversões divertem-se como em qualquer outro lugar do mundo…

“When you see North Koreans walking on the streets of Pyongyang, it’s a bit of a robot-like experience,” says Zwanzger, a German citizen who visits theme parks around the world.

“I wouldn’t call it military style, but somehow they walk differently to people in other countries.

“But if you see North Koreans in the funfair, they have exactly the same habits, the same patterns as Americans in their amusement parks.”

Isto que este senhor diz é uma completa parvoíce: os norte-coreanos “caminham de maneira diferente”??

Os norte-coreanos não andam aos pulinhos na rua – excepto as crianças, como em qualquer parte do globo – nem são muito expansivos num primeiro contacto. Tal como um alemão, um português ou qualquer outro cidadão do mundo. Claro que os norte-coreanos vivem num regime que condiciona a sua liberdade de expressão e de movimentos, mas a tal ponto de fazê-los caminhar de forma diferente? É mais um equívoco para juntar a tantos outros, apenas porque é mais fácil ridicularizar e fazer deste tema, isso sim, um parque de diversões.

Mas, enfim, a experiência de Stefan Zwanzger é sempre mais um olhar sobre a Coreia do Norte.

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Ei-lo: Kim Jong-un

Ei-lo e eis-me aqui, qual desaparecida em reportagens entre a Suécia e a Roménia.

Sobre a Roménia, farei aqui um post especial, assim que possível, sobre o encontro de Kim Il-sung e Nicolae Ceausescu em 1971.

Por agora, ei-lo, Kim Jong-un, o herdeiro da ditadura norte-coreana que apareceu ao mundo, depois de ter sido promovido a general de quatro estrelas.

[Foto retirada do Público: Petar Kujundzic/Reuters]

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Agora é oficial. Estou a entrar de férias!! E para vocês, queridos-leitores-apaixonados-por-esta-querida-península-que-é-a-península-coreana, fica uma notícia e um vídeo com sabor a ginseng. Adeus e até ao meu regresso!

(Fonte: Jornal i)

A Coreia do Norte ofereceu ginseng como forma de pagar quase 10 milhões de dólares que devia à República Checa desde a Guerra Fria, de acordo com o ministério das Finanças checo.

(…)

O governo checo afirma ainda não ter recebido nenhuma proposta oficial. O ginseng cura um pouco de tudo, desde dores de cabeça a disfunção sexual.

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O Ponto Final, jornal diário em português publicado em Macau, entrevistou-me a propósito da Coreia do Norte e deste blogue que está quase a fazer quatro anos de vida. Agradeço ao jornalista Hélder Beja pelo interesse e pelo destaque!

(para ler a entrevista, basta clicar em cima da imagem)

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A Península da Coreia disse adeus ao Campeonato Mundial de Futebol, na África do Sul. Depois da Coreia do Norte, agora foi a vez Coreia do Sul, que perdeu por 2-1 frente ao Uruguai.

Depois do mundial de futebol, a Coreia do Norte prepara agora o jogo das cadeiras do poder. No início de Setembro, o Partido Coreano dos Trabalhadores vai eleger novos líderes, naquilo que pode significar o início do processo de sucessão de Kim Jong-il (obrigada Francisco pela sugestão).

Este fim-de-semana, a Coreia do Norte recebeu mais uma condenação pelo ataque à corveta sul-coreana, em Março. O G8 (grupo dos sete países mais desenvolvidos, mais a Rússia) assinou um documento, onde se pede que sejam tomadas as “medidas apropriadas” contra os responsáveis.

A Coreia do Norte continua a negar o ataque mas diz estar disposta a falar sobre o assunto com a Coreia do Sul, sem meter os Estados Unidos ao barulho.

O presidente Obama continua a ter milhares de soldados na Coreia do Sul e, em caso de guerra, as operações seriam controladas pelos Estados Unidos. A cedência desse controlo para as mãos sul-coreanas estaria prevista para Abril de 2012 mas, tendo em conta actual o clima de tensão (será que não foi sempre assim?), o prazo foi novamente adiado para 2015.

Os Estados Unidos andam a aborrecer de tal forma a Coreia do Norte, que o regime do “Querido Líder” está a jogar – mais uma vez – com o argumento do prisioneiro.

O norte-americano Aijalon Mahli Gomes está preso, desde Janeiro, por entrar ilegalmente na Coreia do Norte. Mas o caso parece estar a ser mais difícil de resolver do que o das duas jornalistas norte-americanas, Lisa Ling e Euna Lee. Os Estados Unidos pediram a libertação de Gomes, mas a Coreia do Norte vem agora dizer que até está é a pensar em aplicar uma pena mais pesada a Aijalon Mahli Gomes. Esta é a notícia publicada pela KCNA, a agência de notícias norte-coreana:

Pyongyang, June 24 (KCNA) — The U.S. is escalating the campaign to put international pressure upon the DPRK while persistently antagonizing the DPRK over the “Cheonan” case. Such moves have gone beyond the tolerance limit.

The DPRK had already solemnly declared that it would consider the prevailing situation as a war phase and handle all relevant issues according to a wartime law.

An institution concerned is now examining the issue of what additional measure it will take against American Gomes in line with a wartime law. He is serving a prison term in the DPRK for the encroachment upon its sovereignty.

The U.S. government is requesting the DPRK to leniently set him free from a humanitarian stand, but such thing can never happen under the prevailing situation and there remains only the issue of what harsher punishment will be meted out to him.

If the U.S. persists in its hostile approach toward the DPRK, the latter will naturally be compelled to consider the issue of applying a wartime law to him.

E em Pyongyang está nesta altura uma delegação portuguesa da juventude comunista e também Tiago Vieira, que é o presidente da Federação Mundial da Juventude Democrática (julgo que Tiago é português). Juntamente com outras delegações, estão a preparar 17º Festival Mundial da Juventude e Estudantes. A KCNA informa:

Pyongyang, June 24 (KCNA) — Tiago Alexandre Ferraz Vieira, president of the World Federation of Democratic Youth, and his party, delegations and delegates of youth and student organizations from different countries and regions arrived here today to participate in the second international preparatory meeting for the 17th World Festival of Youth and Students and the international solidarity events of youth and students for support to the just cause of the Korean people.

(ler mais)

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25 de Junho de 1950. Quatro horas da manhã. Paralelo 38.

Ouvem-se os primeiros disparos da artilharia norte-coreana em direcção aos ROK (soldados sul-coreanos). Em pouco tempo, todas as posições do paralelo 38 estavam ocupadas. A Norte e a Sul. Às 11 da manhã, a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) faz uma declaração formal de guerra, dizendo que o Sul tinha atacado primeiro. Ninguém acreditou. As hostilidades só acabaram daí a três anos, com a assinatura de um armistício. Nunca com um Tratado de Paz.

A Guerra da Coreia começou há 60 anos. Uma guerra entre irmãos que terá feito quatro milhões de mortos.

Este é o melhor documentário que encontrei sobre a Guerra da Coreia e está em castelhano.

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A Associated Press (AP) fez uma peça sobre a forma como os norte-coreanos acompanharam o jogo dos 7-0.

A AP divulgou ainda imagens do treino dos jogadores norte-coreanos, na ressaca da derrota. É um vídeo que, para já, ainda não tem tradução.

Da Rússia, o jornalista José Milhazes traz-nos “reflexões tristes sobre a relação entre ditaduras e futebol”.

Na Coreia do Sul, o governo diz que detectou níveis anormais de radiação no paralelo 38.

A partir de Pyongyang, o embaixador brasileiro Arnaldo Carrilho deu uma entrevista à Reuters onde garante que o governo de Brasília quer estimular o diálogo entre a Coreia do Norte e o resto do mundo.

E Bush, o inimigo número 1 da Coreia do Norte saiu da reforma para dar um puxão de orelhas e Kim Jong-il.

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Ontem, e pela primeira vez, o regime norte-coreano transmitiu em directo o jogo contra Portugal. Embalado que estava pela bravura dos seus jogadores frente ao Brasil, assim pensou que o mesmo fosse acontecer frente à equipa portuguesa. Veja-se o que escreve o jornal sul-coreano Chosun Ilbo:

North Korea broadcast live the country’s devastating rout at the hands of Portugal in the World Cup on Monday. A commentator from [North] Korean Central TV expressed disappointment when Portugal scored its first goal 29 minutes into the first half, saying, “We should have been more aware of the forwards coming from the second line.” But he was hopeful of the equalizer that never came, adding, “If we play our own style of game, we will be able to score.”

It was not to be. Portugal fairly pounded the North Korean goal in the second half to finish 7-0, leaving the North Korean commentator speechless. It was the first time North Korea ever broadcasted a World Cup match live.

Ainda no mesmo jornal, descobri que Kim Jong-il tem abilidades de agente secreto. Parece que o “Querido Líder” ensina tácticas através de um telemóvel invisível

North Korean leader Kim Jong-il “gives regular tactical advice during matches using mobile phones that are not visible to the naked eye,” the team’s manager Kim Jong-hun told ESPN Thursday. The coach dutifully told the sports channel that Kim Jong-il developed the James-Bond technology himself.

A mim não me espanta nada. O senhor tem dinheiro que se farta para desenvolver estas e outras tecnologias, ou não andasse ele a roubar dinheiro aos trabalhadores…

SEOUL (AFP) – North Korea has diverted tens of millions of dollars earned by its workers on African construction projects into secret funds managed by leader Kim Jong-Il, a report said Tuesday. (continua)

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Fez-se História, novamente, 44 anos depois.

A Coreia do Norte deu luta até ao primeiro golo de Portugal. Perdeu força cedo demais.

Portugal ganhou por 7-0. Sou portuguesa, estou ao lado de Portugal, mas não posso deixar de sentir uma certa mágoa ao ver o desalento no olhar dos jogadores norte-coreanos. Mereciam ter marcado, nem que fosse um golo.

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É já daqui a poucas horas. E confesso o meu entusiasmo, apesar de perceber pouco de bola.

A Coreia do Norte entrou na minha vida há alguns anos e eu já pisei a Coreia do Norte há quatro. Conheci pessoas maravilhosas e sei que elas vão vibrar, se tiverem oportunidade de ver o jogo na única televisão do regime e do país. Podem não vibrar com bandeiras, vuvuzelas, ou com os apetrechos de todas as supostas democracias que têm descido ao relvado sul-africano, mas podem ter brilho no olhar, ritmo no coração e esperança. Isso nenhum “Querido” ou “Grande Líder” pode roubar a um homem. Nem nenhum homem pode querer ser um país inteiro.

Espero, sinceramente, que se evitem comentários batidos, ideias feitas e piadolas de mau gosto sobre um país que poucos ou nenhuns conhecem: os que já lá entraram e até mesmo os que lá vivem. E evitemos por isso mesmo, porque lá vivem pessoas. Como eu. Como nós. A História – espero que breve – encarregar-se-à de julgar quem tiver de julgar. Por agora, limitemo-nos a apreciar um jogo de futebol e deixem-me trazer José Saramago:

“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

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Quatro jogadores norte-coreanos estão “oficialmente ausentes” do mundial de futebol, desde o dia do jogo da Coreia do Norte com o Brasil.

Claro que a situação já está a levantar as vuvuzelas da desconfiança…fala-se em deserção e coisas que tais.

Mais logo, a equipa do “Querido Líder” promete esclarecer tudo em conferência de imprensa.

Já agora, a propósito do jogo com o Brasil, esta foi a notícia publicada pela KCNA (agência de notícias do regime):

Pyongyang, June 17 (KCNA) — After watching the Korean team’s first match with Brazil in Group G of the World Cup finals held early Wednesday morning (Pyongyang time), Pyongyang citizens are expecting that the national team will score good results in the tournament.

The match was telecasted Wednesday evening in Korea.

Feeling sorry about their team’s loss in the match, viewers have become convinced that it would win the remaining matches.

Pak Tu Ik, 74, who played a big role in defeating the Italian team in the 8th World Cup finals in 1966, told KCNA that he was happy to see the Korean team making a good job in the match with a powerhouse.

He went on:

At around the 88th minute of the match Ji Yun Nam kicked a nice goal after taking a pass from Jong Tae Se.

I hope that our team will produce a new myth of Songun Korea in the tournament to live up to the expectation of the Korean people.

Kim Yong Gyu, 45, a researcher of the Academy of Sports Science, said the strong mental power displayed by the Korean footballers in the first match with Brazil, which won the World Cup five times, betokens good results of the Korean team in other matches.

Han Song Chol, 23, a student of Korea University of Physical Education, said he was impressed by the Korean team playing the match with confidence and expressed his belief that it would beat Portugal and Cote d’Ivoire and enter the knock-out stage.

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Antes da partida, o jogador Jong Tae-se não conteve as lágrimas quando ouviu o hino da Coreia do Norte no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.

O Brasil venceu a Coreia do Norte mas foi uma vitória com suor. Portugal que se ponha a pau!

Aqui ficam os golos!

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É hoje que a experiente selecção brasileira e a – quase verde – selecção norte-coreana se encontram em Joanesburgo para o primeiro teste de ambas as equipas neste Mundial de Futebol 2010.

Enquanto o jogo não começa, a equipa norte-coreana tem treinado num ginásio público de Joanesburgo. Embora discorde do tom jocoso deste vídeo, resolvi publicá-lo para que se perceba melhor que esta selecção, apesar de ter poucos recursos financeiros, pode surpreender. Mais uma vez.

Mas também leio na Globo que o “time titular do Brasil pra estreia nunca atuou junto num jogo oficial“. Por isso, é melhor não cair em excesso de confiança. É que os norte-coreanos têm um sentimento de união muito grande.

Os brasileiros, os portugueses e o resto do mundo é que conhecem mal a Coreia do Norte e há sempre muitas ideias feitas sobre aquilo que não se conhece. Ora ouçam – neste vídeo – as impressões que a Rádio Web Nassau recolheu nas ruas brasileiras.

A poucas horas do jogo, a FIFA está a trabalhar para que a população da Coreia do Norte assista ao jogo. Ao mesmo tempo, enquanto uns apelam à abertura, outros trabalham às escondidas. Dunga parece apostado em seguir a máxima: o segredo é a alma do negócio. Mas o “Rooney asiático” – o jogador norte-coreano Jong Tae-se – é que abre o jogo todo. Diz ele que a equipa da Coreia do Norte é parecida com a Alemanha.

Numa página de apostas, o Brasil é dado como favorito e até se fala em mais uma goleada. Eu que não percebo nada de futebol, achei muita piada a este texto:

No lado coreano, apenas mistério. Como disseram aqui no Brasil, se mistério ganhasse jogo, Gilberto Braga seria técnico da Seleção (referindo-se ao novelista Gilberto Braga, autor de novelas como Vale Tudo, culminada pelo mistério Quem matou Odete Roitmann). Nos jogos esse ano, derrotas para Nigéria e Paraguai, empate com a Grécia (que apresentou um futebol paupérimo em sua estreia) e um empate com a “potência” Turcomenistão. Se no Brasil, a maioria dos jogadores joga na Europa, a Coreia do Norte possui apenas 3 jogando fora do país : mesmo assim na China, Rússia e no Japão. Nenhum na Europa.

Pode ser patriotada, mas depois dos 4 X 0 da Alemanha teremos outra goleada nessa primeira rodada.

O Bola nas Costas é que resolveu fazer uma animação em vídeo sobre o embate desta terça-feira.

Para finalizar, deixo aqui um documentário sobre a Coreia do Norte com assinatura brasileira. Mais logo, que vença o melhor!

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[Noon time, by Yang Myong Ryong, 1963]

Na capital austríaca está a decorrer uma exposição com mais de 100 pinturas sobre o dia-a-dia na Coreia do Norte. Para espreitar, aqui:

More than 100 oils, water colours and traditional Korean ink paintings, dating from the 1960s to the present day, have been brought from Pyongyang to Vienna’s MAK Museum for Applied Arts and Contemporary Art for the show, called Flowers for Kim Il Sung; Art and Architecture from the Democratic People’s Republic of North Korea.

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Durante esta curta pausa pascal, não consegui largar os olhos e as mãos deste livro.

É a história comovente de um sargento norte-americano que estava na Coreia do Sul (em finais dos anos 60 do século XX) e que, com medo de ser destacado para o Vietname, achou melhor desertar para a Coreia do Norte e lá (sobre)viveu 40 anos. Durante esse tempo, casou com uma japonesa que tinha sido raptada pelos norte-coreanos e, curiosamente, foi o amor que o salvou da “maior prisão do mundo”.

Charles Robert Jenkins passou esse tempo com mais três norte-americanos que – também por ignorância – cometeram o erro de desertar para a Coreia do Norte. Desses quatro, Jenkins foi o único que conseguiu escapar. Outros dois morreram lá (por doença) e, actualmente, apenas James Joseph Dresnok vive em Pyongyang. Jenkins conta no livro que Dresnok finge ser um norte-coreano convicto, para aguentar o isolamento e ganhar algumas contrapartidas do governo norte-coreano.

Há até um documentário britânico que se chama “Crossing the Line” (2007), em que Dresnok chama Jenkins de mentiroso (ver abaixo). Jenkins contrapõe dizendo que, neste filme, Dresnok só pode dizer bem da Coreia do Norte se quiser continuar a viver. Por isso é que o regime autorizou as filmagens…

O livro “The Reluctant Communist” é absolutamente contagiante e é mais um daqueles que mandei vir pela Internet, já que as prateleiras portuguesas ainda não têm espaço para estas geografias…

O documentário “Crossing the Line” também é um testemunho inédito, que foi disponibilizado há pouco tempo no YouTube. Está dividido em 9 partes.

Entre o livro e o documentário, descubra as diferenças…

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É o vídeo do lançamento do míssil, divulgado pelo regime de Pyongyang…

…e mais esta fantástica imagem.

[AP Photo/DigitalGlobe]

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Andrei Lankov é um professor russo que dá aulas na Universidade Kookmin, em Seul.

Entrevistei-o quando estive na Coreia do Sul, já que ele tem dedicado boa parte da sua vida académica a estudar esta delicada questão das Coreias.

Esta quarta-feira, o Asia Times Online publica um artigo muito interessante de Lankov: “Pyongyang defies all odds”.

Lankov sublinha, entre outras coisas, que a revolta só acontece quando o povo encontra alternativas mas explica porque é que a queda do regime norte-coreano é um caminho com mais pedregulhos do que os caminhos da libertação na Europa de Leste ou na União Soviética dos anos 70, do século XX.

(…) Revolutions usually begin when the ruling elite either belatedly attempts half-baked and inconclusive reforms (thus admitting that system is not prefect, but not giving enough to the dissatisfied populace) or the leaders showed signs of internal disunity. In North Korea, none of these conditions is met. The elite is united, grassroots social activity of any kind is not tolerated, alternatives to the current existence remain largely unknown to the public. (…)

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