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Rita Colaço:

Se o homem da Samsung está na Coreia do Sul, então é porque não vai haver mesmo guerra. Ora leiam este artigo.

Originally posted on Quartz:

When North Korea started threatening violence last month we listed four reasons why another Korean War wasn’t likely. Two, possibly three, of those indicators have now changed. The Kaesong Industrial Complex, a key economic link between the two Koreas, has been closed and South Korea’s stock market has fallen, a sign that Korean investors, long jaded by the Pyongyang’s war blustering, are getting nervous. To top it off, today, (April 12) the Pentagon said it has reasonable confidence North Korea can put a nuclear warhead on a missile as US secretary of state John Kerry visits Seoul in hopes of finding a solution to the crisis.

But here’s a hopeful sign. The chairman of Samsung Electronic, Lee Kun-hee, has returned to Seoul after a three-month trip away. As the blog, SINO-NK says, the septuagenerian arrived last weekend and told reporters he had “met many people, took many trips, and planned…

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Editoriais do Sul

A Coreia do Sul está a acordar para o dia 11 e os editoriais de alguns dos principais jornais sul-coreanos espelham a gravidade da situação.

Korea JoongAng Daily

The government has announced that North Korea was behind the March 20 cyberattacks against three major television networks and two financial companies in Seoul.

A joint response team comprised of the government, military and civilian sectors said that a cyberattack unit under the Reconnaissance General Bureau of North Korea had committed malicious cyberterrorism on main servers and personal computers by erasing more than 48,000 documents after thoroughly preparing to plant malignant code for as long as eight months.

The Korea Herald

Bracing for the worst

What will it take for North Korea’s young, inexperienced leader to realize that his attempts to blackmail South Korea and its allies will not work and could instead put him on a slippery slope to ruin?

As his previous provocations, such as a nuclear test and missile launches, failed to intimidate Seoul and Washington, Kim Jong-un has started to play a new card ― the shutdown of the Gaeseong industrial complex.

But he should be careful what he wishes for. The closure of the complex, widely seen as a symbol of inter-Korean cooperation and the last exchange link left between the two Koreas, could prove to be his undoing.

Korea Times

Cyber warfare Seoul must review preparedness for new breed of attack

North Korea was pinpointed Wednesday as the perpetrator of a massive cyber attack that paralyzed more than 30,000 computers and servers at the nation’s banks and broadcasters last month.

The Ministry of Science, ICT and Future Planning said the series of cyber attacks on March 20, 25 and 26 resembled methods North Korea had attempted in previous cases. According to news reports, six computers in North Korea were used to access South Korean servers using more than 1,000 IP addresses overseas and 13 of those IP addresses were traced back to North Korea. Surprisingly, the attack had been planned for eight months before it was launched.

Esta noite, quase meio a dormir, ocorreu-me que Kim Jong-un – rapaz tido como calmo e com algum mundo – poderá ver a guerra como o único meio para libertar um país oprimido há mais de 60 anos.

Tenho para mim que toda e qualquer guerra é estúpida.

Porém, será que se pode perdoar o mal que uma guerra faz pela (aparente) liberdade que ela possa trazer?

Gostava mesmo muito de ler os vossos comentários.

Aqui ou lá na página do Facebook.

O actual embaixador do Brasil na Coreia do Norte, Roberto Colin, deu uma entrevista por email à Agência Brasil e com ela, uma vez mais, se sublinha o  clima de normalidade que se vive num dos países mais falados dos últimos dias. A entrevista é publicada aqui na íntegra, com os devidos créditos.

Agência Brasil (ABr) – O clima de tensão é presente no dia a dia do povo coreano?
Roberto Colin – O clima em Pyongyang [capital da Coreia do Norte] é de normalidade e nada se percebe de incomum na cidade. Tanto a imprensa escrita quanto a televisão têm dedicado espaço crescente à “construção econômica” .

ABr – O que vem a ser essa chamada “construção econômica”?
Colin – Há mais de uma semana, o jornal do Partido Comunista [norte-coreano], o Rodong Sinmum, dedica a primeira página exclusivamente às importantes decisões tomadas pela sessão plenária do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, no dia 31 de março, e da reunião da Suprema Assembleia Popular de 1º de abril quando, entre outras decisões, foi escolhido um novo primeiro-ministro, tido como reformista.

ABr – O senhor observou mudanças no comportamento das pessoas nas ruas e dos raros estrangeiros que vivem no país?
Colin – Nada parece ter mudado no comportamento da população local, nem dos poucos estrangeiros que aqui vivem. Naturalmente, a situação na Península Coreana é o principal tema de conversas nos encontros da comunidade.

ABr – Particularmente, como o senhor e sua família estão se preparando para uma eventual guerra envolvendo a Coreia do Norte?
Colin – Estamos em contato constante com nossos amigos no Corpo Diplomático, mas nada mudou em nossa rotina. Meu filho continua indo normalmente à escola coreana para estrangeiros que frequenta. Temos um abrigo subterrâneo na Embaixada do Brasil  e que esperamos não ter de usar. Também temos gerador próprio.

ABr – Autoridades norte-coreanas voltaram a procurar o senhor, depois do comunicado da última semana? O que disseram?
Colin – No domingo, dia 7, as Forças Armadas deram um briefing sobre a situação na Península Coreana, em que voltaram  a responsabilizar a “política hostil” dos Estados Unidos em relação à Coreia do Norte pela crise atual.

ABr – O senhor se comunica com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, ou com  interlocutores dele com frequência, após o alerta do governo norte-coreano?
Colin - Estou em contato permanente com a chefia do Itamaraty desde o agravamento da situação. Para nós, são reconfortantes as  manifestações de solidariedade dos colegas do Itamaraty, a começar pela chefia, como também dos amigos e parentes. Meu funcionário, minha mulher e meu filho mostraram que são pessoas fortes e equilibradas, preparadas para os desafios próprios de nossa profissão.

ABr – Como o senhor faz para driblar a tensão pessoal, do seu funcionário e da sua família?
Colin – Eu vivi momentos de tensão e risco em Moscou, em 1993, com meu único funcionário, o oficial de chancelaria Antônio José dos Santos, também no Congo. Em ambos os casos, o perigo era visível. Aqui a situação é diferente, de incerteza, porque é difícil avaliar o risco que realmente existe. Na embaixada, procuramos seguir a rotina, com a demanda adicional de trabalho que a situação impõe.

ABr – Em caso de uma crise, será possível adotar um plano de evacuação para os brasileiros que estão na Coreia do Norte?
Colin – Os únicos cidadãos brasileiros que vivem na Coreia do Norte hoje são a mulher do embaixador da Palestina e sua filha caçula. Na embaixada, somos minha família [mulher e filho] e um funcionário administrativo. Não existe um plano de evacuação definido, mas em situação de emergência, a embaixada seria evacuada para Dandong, China, na fronteira com a Coreia do Norte, que está a quatro horas daqui por via terrestre.

Ver não é ver

Qual é a dimensão da verdade quando a realidade está a 10 mil quilómetros ou apenas a alguns centímetros dos olhos?

Provavelmente, jamais saberemos. Porém, dois turistas acabadinhos de chegar da Coreia do Norte contam aqui as suas impressões.

Um deles, Patrick Thornquist, faz o resumo perfeito da dificuldade que é distinguir aquilo que se vê daquilo que se VÊ.

You try to grasp what is real and what is not. You’re trying to find that balance between what your media tells you and what they’re telling you because they’re very far off.

E mesmo VENDO/OUVINDO nunca teremos a certeza de como as coisas realmente são.

Afinal ele manda

Anda para aqui meio mundo a dizer que Kim Jong-un  não manda, que quem manda são os tios e que ele é um imberbe e não-sei-o-quê.

Pois bem, para que não restem dúvidas: o rapaz percebe de geografia, fuma e mete altas patentes militares a tirarem notas das suas sábias instruções sobre como atacar os Estados Unidos.

Kim Jong-un é um estratega nato.

Ah, e ainda manda sair todos os estrangeiros da Coreia do Sul e dá cabo de uma das poucas fontes de financiamento e emprego dos norte-coreanos: o complexo industrial de Kaesong.

A Coreia do Norte divulgou imagens que mostram cães a atacarem fotos do ministro sul-coreano da Defesa  Kim Kwan-jin, durante um treino militar em local desconhecido.

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